Fundos Imobiliários – Como Investir?

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O fundo imobiliário é uma modalidade de investimento através da qual o investidor adquire cotas de empreendimentos imobiliários, como edifícios comerciais, shopping centers e outros empreendimentos, sendo remunerado com base na rentabilidade desses empreendimentos.

Como investir?

Para investir em fundos imobiliários, o primeiro passo é preciso fazer o cadastro em uma corretora de valores.

O investidor deve fazer uma análise da carteira de imóveis que deve levar em conta alguns fatores-chave, como o histórico de rentabilidade da mesma e se a mesma é superior à poupança e aos investimentos de renda fixa, já que estes últimos, em muitos casos, podem ser resgatados a qualquer momento. O que não impede, dependendo do valor investido, que haja um casamento dos fundos imobiliários com outros investimentos, o que até é recomendável, como ficará claro mais à frente.

A ordem de compra pode ser feita pela internet, através da home broker da corretora. O investidor digita o código do fundo e determina o número de cotas, acompanhado do preço que deseja pagar por elas.

Havendo interessado em efetuar a venda, o negócio é fechado.

Quanto é necessário para investir?

Na verdade, o funcionamento dos fundos imobiliários nas home brokers é idêntico ao da negociação de ações. Assim como funciona no mercado de ações, não é necessário ter muito dinheiro para investir. É possível fazer pequenos investimentos, bem inferiores a R$ 1 mil, e se ambientar ao investimento antes de investir valores mais vultosos.

Os custos envolvidos são a taxa de corretagem, que é cobrada a cada ordem do investidor, a taxa de administração, que remunera a gestão do fundo e o IR, que ocorre no caso da venda das quotas por valor superior ao da compra.

Quais os riscos?

Os fundos imobiliários apresentam baixo risco devido ao perfil de diversificação de investimentos. A gestão dos fundos é profissional e feita por especialistas em mercado imobiliário.

Esses são os dois fatores que reduzem os riscos, primeiro porque a gestão profissional qualifica a carteira, segundo porque a diversificação garante que problemas com um ativo, como desvalorização da região do empreendimento, inadimplência ou desocupação temporária do imóvel, não afetem sensivelmente a rentabilidade do fundo.

Por outro lado, é preciso ficar atento quanto ao alinhamento do perfil do investidor com as características desse tipo de investimento, que não é interessante para quem pensa em apropriar rapidamente os ganhos, devido à baixa liquidez do mercado secundário. Alguns fundos têm baixo volume de negócios na Bolsa e o investimento pode se tornar frustrante para quem pensa em vender, ou precisa vender, rapidamente. Pode ser necessário, nesse caso, vender as cotas com deságio.

Qual a tributação?

Outro ponto interessante que recomenda o investimento em fundos imobiliários é a questão tributária. O IR incide diretamente sobre a receita com aluguéis, não havendo incidência sobre os dividendos dos investidores. O leão só mostra as garras em caso de valorização das cotas dos fundos negociados em bolsa, sempre no mês subsequente à venda dos ativos.

Por que investir?

Os fundos imobiliários são uma alternativa bastante válida para quem tem algum dinheiro para investir com possibilidade de ganhos regulares em dividendos. Dependendo do valor investido, é possível, através do investimento dos fundos imobiliários, viver de renda. Se não, pelo menos é a oportunidade de obter ganhos que complementem a renda e proporcionem ao investidor uma maior segurança e qualidade de vida.

O momento é favorável para esse tipo de investimento, sobretudo em razão das reduções contínuas da taxa básica de juros (Selic), ocorridas nos últimos meses. Mesmo sem essa ocorrência, o ano de 2016 foi marcado por uma valorização de 32,3% dos fundos imobiliários, um ganho espetacular em se tratando de um momento de crise econômica.

Mesmo assim, diante do cenário de incerteza do país, a recomendação segue sendo a de diversificar os investimentos, pois o mercado imobiliário está, por razões óbvias, sujeito aos solavancos da economia.

De qualquer forma, segundo os especialistas, a desaceleração na entrega dos empreendimentos a partir de 2015 tende a seguir gerando equilíbrio entre oferta e procura por espaços, valorizando os empreendimentos. Com isso, o investidor pode tirar proveito de cotações menores que o valor patrimonial.

O desempenho dos fundos em 2017 continua apontando para um excelente investimento. Nos três primeiros meses do ano, a valorização média foi de 8,61%.