Tirando dúvidas sobre alguns tipos de investimentos

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Aplicações financeiras não são exclusividade de quem possui muito dinheiro na conta bancária. Seja qual for a renda mensal, é importante administrar as finanças pessoais e reservar uma parcela para alguma aplicação financeira, mesmo que seja para colocar na tradicional caderneta de poupança. Economistas recomendam que, antes de escolher um tipo de aplicação, se defina qual o objetivo desse investimento, por quanto tempo esse dinheiro poderá ficar aplicado, taxas de remuneração e os custos que o investidor terá com Imposto de Renda, taxa de custódia e taxa de administração.

Tesouro Direto

Investir em títulos do Tesouro Direto vale a pena quando se tem objetivos a médio e longo prazos. As opções são as seguintes: títulos do Tesouro Prefixado ou Pós-fixado; Tesouro Selic e Tesouro IPCA+. Títulos pós-fixados são indicados em épocas de juros elevados, o que garante maior rentabilidade. Quando as taxas de juros estão em baixa, a melhor opção é o Tesouro Prefixado. No ato da compra você já sabe quanto vai ganhar, independentemente das oscilações da economia. Os Tesouro Selic e IPCA+ são remunerados de acordo com os valores desses indicadores.

É um investimento de renda fixo seguro. A liquidez é diária, portanto, você poderá resgatar ou vender os títulos quando precisar. Você não precisa ter muito dinheiro para comprar títulos do Tesouro Nacional. Como a tributação é regressiva, quanto mais tempo seu dinheiro ficar aplicado menor será a alíquota do Imposto de Renda: 22,5% (até 180 dias); 20% (181 a 360 dias); 17,5% (361 a 720 dias) e 15% (mais de 720 dias). Os custos desse tipo de aplicação são baixos, sendo que a taxa de custódia, cobrada pela BM & Bovespa é de 0,3%. A taxa de corretagem varia conforme a instituição intermediadora da transação.

CDB pós-fixado

O CDB (certificado de depósito bancário) pode ser prefixado, pós-fixado ou com pagamento de juros mais a inflação. O mais comum é o CDB pós-fixado, remunerado com base na taxa CDI (certificado de depósito interbancário). Antes de fazer aplicação em CDB (certificado de depósito bancário), pesquise o valor pago pelos bancos. Instituições de grande porte podem pagar cerca de 90% do CDI. Em comparação com o Tesouro Selic, por exemplo, o rendimento é inferior. O Tesouro Selic chega a pagar 100% do CDI.

Em bancos de menor porte é possível encontrar maior rentabilidade. No entanto, especialistas recomendam que as aplicações não ultrapassem o limite de R$ 250 mil, coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito. Assim como os títulos do Tesouro, quem investe em CDB tem que pagar IR. A maior alíquota é de 22,5% para aplicações com prazo de até 180 dias e a menor taxa de IR sobre investimentos em CDB é de 15% para aplicações com prazo superior a 720 dias. Alguns CDBs tem liquidez diária, possibilitando o resgate a qualquer tempo. Por isso, é bom pesquisar e analisar a melhor opção antes de confirmar a aplicação em CDB.

Letras de Crédito

Outras duas opções de investimento em renda fixa, a letra de crédito imobiliário (LCI) e a letra de crédito do agronegócio (LCA). A vantagem desse tipo de investimento é a isenção do Imposto de Renda. Além disso, o investidor conta com o Fundo Garantidor de Créditos, o que representa mais segurança. O prazo de resgate de LCI e LCA é de 90 dias. De acordo com especialistas, só vale a pena se o investidor encontrar no mercado papéis que paguem, no mínimo, 90% do CDI.

Poupança

A poupança é o investimento mais tradicional, no Brasil, embora venha perdendo espaço para os títulos de renda fixa. Não existe cobrança de Imposto de Renda e taxa de administração sobre valores aplicados em caderneta de poupança. Além disso, está coberta pelo Fundo Garantidor de Crédito. No entanto, a remuneração da poupança é muito baixa: 0,5% ao mês mais a TR. O rendimento da poupança corresponde, em média, a 69% do CDI, enquanto que títulos de Tesouro Direto, por exemplo, pagam 100% do CDI. Só compensa como investimento a curto prazo, cobrindo despesas emergenciais do dia a dia.

Se você não conhece bem o mercado financeiro, não é aconselhável investir em ações – a não ser que você conte com ajuda profissional para fazer esse tipo de aplicação. Caso contrário, invista em fundos de investimentos ou renda fixa. Só não deixe de aplicar uma parte de sua renda para realizar projetos futuros.

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